12 mar 2021

Suinocultura independente: queda generalizada de preços faz alguns estados saírem da casa dos R$ 7,00/kg vivo

Mesmo após a entrada da massa salarial do mês de março, o que havia dado esperança aos suinocultores de que o preço do animal vivo poderia melhorar nesta semana, os preços seguiram com queda nas principais praças produtoras na quinta-feira (11). Lideranças do setor apontam que o que está afetando o mercado no momento são as consequências do recrudescimento da pandemia da Covid-19, com restrições na economia, o que afeta o consumo.

Os preços do suíno vivo seguiram com queda nas principais praças produtoras na quinta-feira (11).

 
No Estado São Paulo, esta quinta-feira foi a oitava semana seguida em que frigoríficos e produtores não conseguiram entrar em consenso e a Bolsa ficou sem negociação. De acordo com informações do presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, na semana anterior, o pedido dos suinocultores era de R$ 7,43/kg vivo, e nesta quinta, baixaram para R$ 6,93/kg, mas mesmo assim, o valor não foi aceito durante a Bolsa.

A negociação da Bolsa em Minas Gerais nesta quinta-feira também resultou em queda de preço, passando de R$ 7,00/kg vivo para R$ 6,50/kg vivo. O consultor de mercado da Associação dos Suinocultores de Mians Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, explica que não houve acordo, e que o mercado interno de suínos vivos continua sofrendo com expectativas desfavoráveis fruto da nova onda de Covid-19 e suas consequências.

O mercado interno brasileiro continua sofrendo com as expectativas desfavoráveis fruto da nova onda de COVID-19 e suas consequências. Quando a incerteza cresce, os participantes da cadeia de produção diminuem seus pedidos.
O acúmulo da diminuição dos pedidos gera retração de “demanda aparente” que, associado ao alto grau de incerteza faz com que a oferta cresça, penalizando duplamente a formação de preços do lado do produtor de suíno. Neste momento é um contexto do Brasil e não de um estado ou outro, conclui Jalles.

 

Em santa Catarina, o preço do animal vivo saiu de R$ 7,98/kg vivo para R$ 7,14/kg vivo, queda de 10,53% . Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de suínos (ACCS), explica que havia uma expectativa de que o preço, pelo menos, se mantivesse estável, já que não há ampla oferta de animais.

“Infelizmente o mercado não segurou. Acredito que o lockdown em várias regiões esteja prejudicando o consumo, porque vínhamos de uma situação mais estável de preços antes disso”, disse.

Considerando a média semanal (entre os dias 04/03/2021 a 10/03/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 10,02%, fechando a semana em R$ 6,84.

“Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,74.”, informou o relatório do Lapesui.

No Rio Grande do Sul, onde as negociações são realizadas às sextas-feiras, houve perda no preço do suíno vivo na última sexta (5), com o valor baixando de R$ 7,40/kg vivo para R$ 7,04/kg vivo.

“Os preços estão atravessados, custos de produção alto, e consumo interno baixo. Se não fosse pelas exportações, a situação estaria ainda pior. Acredito que se o preço se mantiver amanhã (12), já estaremos no lucro”, disse Valdeci Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul.

 

Fonte: Notícias Agrícolas e Redação SuínoBrasil.




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