17 jan 2022

SC: Granjas de suínos podem suspender atividades em 2022

Cerca de dez Granjas de suínos estão em vias de encerrar suas atividades no Estado, de acordo com presidente da Associação Catarinense do Criadores de Suínos.

 

Santa Catarina, estado que concentra mais de 30% dos abates suínos nacionais, pode ter cerca de doze propriedades encerrando suas atividades devido às perdas na safra de verão 2021/22 e seus reflexos nos preços da soja e do milho.

 

De acordo com Losivanio Luiz de Lorenzi – presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), os produtores independentes, que não estão ligados a cooperativas ou grandes indústrias, têm, aos poucos, encerrado suas atividades e vendendo matrizes e equipamentos após os prejuízos trazidos em 2021 e diante da falta de perspectiva de recuperação este ano.

“O pessoal estava bem firme no ano passado e conseguiu segurar as pontas achando que lá na frente ia melhorar, mas isso não ocorreu”, lamenta Losivanio.

Ele estima que aproximadamente 1.300 matrizes já tenham sido abatidas com o processo de redução do rebanho e fechamento de granjas de suínos independentes.

“É muito preocupante a seca que estamos vivendo. Santa Catarina é um Estado importante e se não tiver um olhar diferenciado para o setor vamos perder muitos bons produtores na nossa atividade”, relata um produtor.

moedaApesar do custo de produção estar na casa dos R$ 8/Kg , ele relata que o preço médio de venda em Santa Catarina tem sido de aproximadamente  R$ 4,50 – situação que se arrasta desde o ano passado.

“Hoje a saca de milho já ultrapassou, de novo, a marca dos R$ 100 aqui no Estado e, embora Santa Catarina não seja um grande produtor, o que se deixa de produzir com essa seca tem que vir a mais de outro lugar. E o que a gente vê é que boa parte do país está com problemas climáticos”, completa o presidente da ACCS.

Segundo a Embrapa, a alimentação representa cerca de 80% do custo de produção de aves e suínos, dos quais 75% são compostos por soja e milho.

Na última quarta-feira (12/1) ocorreu, em Chapecó-SC,  o encontro entre ministra da agricultura Tereza Cristina e representantes do setor produtivo – entre eles o presidente a ACCS. De acordo com Losivânio, a ministra comprometeu-se a levar as reivindicações dos produtores ao ministério da Economia, mas evitou fazer promessas.

Entre as demandas levantadas pela entidade estão:

  • A repactuação das dívidas de custeio e investimento já contratados, mas com taxas de juros e prazos maiores;
  • A criação de uma linha de crédito especial para o produtor independente; e
  • A compra de carne suína em programas de aquisição de alimentos do governo federal e a disponibilização de milho pela Conab a preços mais acessíveis.

 

Fonte: Globo Rural




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