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Produtores independentes tem prejuízo de R$ 300 por suíno terminado

Escrito por: Cândida Azevedo - Zootecnista, MsC Zootecnia, Doutoranda em Ciência Animal e Pastagens e Editora Grupo de Comunicação AgriNews

Aproximadamente 45% dos produtores independentes de Santa Catarina se concentram na região Vale do Braço do Norte. Apenas no município de Braço do Norte são 138 propriedades atuando no ramo suinícola, contabilizando 25 mil matrizes na produção de leitão, 15 mil na área de suínos terminados e 28 propriedades realizando a engorda.

Conforme Adir Engel, presidente da Regional Sul de Criadores de Suínos e secretário de Agricultura de Braço do Norte, a produção apenas do município é de aproximadamente 700 mil leitões por ano e mais 380 mil suínos terminados ao ano. Na avaliação de Engel, se for calculada a remuneração média de R$ 5 pelo quilo do animal vivo, o movimento econômico atinge a marca dos R$ 35 milhões por ano.

“Se o produtor recebesse pelo menos o custo de produção que está girando em torno de R$ 7,80 a R$ 8 o movimento econômico passaria para R$ 50 milhões. Nessa queda de preço são R$ 15 milhões a menos por mês no movimento de venda de suínos em Braço do Norte. Isso impacta para todo o agro e também para o município. Atualmente o produtor está perdendo quase R$ 300 por suíno terminado”, explica Engel.

Conforme o presidente da Regional Sul o produtor independente está chegando no limite com as altas nos custos de produção e com baixas na remuneração. “Com esse prejuízo acumulado ele acaba contraindo dívidas nos bancos, com os cerealistas nas agropecuárias e se torna uma situação bastante lamentável”.    

A ACCS tem pleiteado a redução do PIS/Cofins para a importação de milho de outros países com o objetivo de atender a demanda dos produtores. Hoje o valor da saca de milho está em torno de R$ 96 na região de Braço do Norte. Com a redução dos impostos, o custo do cereal vindo da Argentina e do Paraguai daria uma sobrevida aos suinocultores. “A redução dos impostos não seria o suficiente, mas já ajudaria. Nós esperamos também que a situação melhore agora com o fim da quaresma e que o mercado interno possa consumir mais”.

 

Fonte: Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, ACCS. 

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