24 nov 2020

Preços no mercado de suínos devem continuar cedendo para adequação ao bolso do consumidor



AUTOR(ES)

Especialista em suinocultura

Cândida Azevedo

Zootecnista, MsC Zootecnia, Doutoranda em Ciência Animal e Pastagens e Editora Grupo de Comunicação AgriNews

Após chegar próximo da casa dos R$ 10,00/kg de forma rápida, desde o último dia 19 os valores começaram a ceder, já que a ponta da cadeia de carne suína, o consumidor, recuou nas compras.

 

De acordo com o suinocultor e proprietário de frigorífico Marcos Antônio Spricigo, a recente retração nos preços no mercado de suínos, percebido desde a última quinta-feira (19) aponta para uma adequação de valores ao comportamento do consumidor, que recuou nas compras da proteína. Segundo ele, os preços devem seguir caindo até que voltem a um patamar em que o consumidor brasileiro retome as compras.

Além do fator mercado interno, Spricigo cita também a perda de parte do valor da carne suína nas exportações, já que houve queda do dólar logo após a eleição de Joe Biden nos Estados Unidos no início de novembro.

Mesmo com essas quedas, não é momento para o suinocultor entrar em pânico. Tenho relatos de suinocultores catarinenses procurando compradores para suínos entre 75kg e 80kg, o que é um absurdo. Se os preços já estão caindo, quanto mais oferta de animais houver no mercado, vai reduzir ainda mais os valores, disse.

Spricigo acredita que estas quedas serão repassadas ao consumidor final, que pode voltar a consumir mais carne suína em dezembro, com a entrada da massa salarial e do 13º salário, somado à proximidade com as festas de final de ano.

“A preocupação maior é com o primeiro trimestre de 2021, já que não sabemos como vai ser o consumo tanto interno quanto externo, com a China recompondo os plantéis. Os custos de produção não tendem a baixar, tendo em vista a seca pela qual passa a região sul do Brasil e que deve provocar quebra na safra dos grãos utilizados nas rações”, afirmou.

Preço do suíno no mercado independente começa a cair

Na última quinta-feira (19), depois de sucessivas altas, os preços do suíno vivo no mercado independente começaram a cair nas principais praças produtoras do país. A curva ascendente foi barrada, segundo lideranças no setor, por fatores como:

  • a alegação de frigoríficos na dificuldade em comercializar as carcaças e repassar o valor mais alto,
  • saída de grandes frigoríficos das compras no mercado independente e
  • a possibilidade de que os preços tenham atingido um teto. 

Em São Paulo, segundo a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), a negociação entre frigoríficos e suinocultores nesta quinta-feira (19) resultou em recuo de preço, passando de R$ 9,87/kg para R$ 9,07/kg vivo.

Houve retração também no Paraná, informada pelo Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Considerando a média semanal (entre os dias 12/11/2020 a 18/11/2020), o indicador do preço do quilo do animal vivo teve queda de 1,72%, fechando a semana em R$ 9,26.

Minas Gerais também registrou recuo nesta semana, de R$ 9,50/kg para R$ 9,10/kg, sugerido pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Conforme explica o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles, a sugestão de preço foi feita de modo a manter a equivalência com os preços de carcaça.

Fonte: Notícias Agrícolas.




Entrevistas +

NOVIDADES DO SETOR

 
 







Ver outras revistas


 

Cadastro Newsletter Suino Brasil

Tenha acesso a boletins de nossos especialistas e a revista digital.



 

SuínoMind
SuínoBrasil
no Youtube

 
logo

GRUPO DE comunicação agrinews

Política de Privacidade
Política de Cookies