29 jan 2021

Preços dos suínos no mercado independente em queda, enquanto custos de produção pressionam



AUTOR(ES)

Especialista em suinocultura

Cândida Azevedo

Zootecnista, MsC Zootecnia, Doutoranda em Ciência Animal e Pastagens e Editora Grupo de Comunicação AgriNews

Nesta semana, as principais bolsas de suínos independentes do país registraram queda nos preços, com exceção de Minas Gerais, que nesta quinta-feira (28) conseguiu manter o mesmo valor da semana anterior. Lideranças do setor se preocupam não apenas com a queda nos preços pagos pelos animais, mas também com o alto custo de produção que pressiona ou até deixa no vermelho as margens de lucro. 

No Estado de São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), pela segunda semana consecutiva não houve acordo com os frigoríficos. Os suinocultores pediram o valor de R$ 6,13/kg vivo.

O presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, ressalta ainda que o Estado tem mais um agravante: o decreto do Governo de São Paulo que retirou a isenção para frigoríficos e cadeia distribuidora de carnes, o que deve fazer com que o produto paulista perca competitividade frente às proteínas de outros Estados.

Em Santa Catarina, que também negocia os animais no mercado independente às quintas-feiras, registrou queda de R$ 7,43/kg para R$ 6,99/kg vivo, de acordo com dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

Segundo o presidente da ACCS, Losivanio de Lorenzi, as quedas expressivas assustam, sobretudo quando comparadas à proporção maior das altas nos custos de produção.

“Não sabemos onde isso vai parar, devemos ter cautela, pelo menos neste primeiro trimestre vai ser complicado até o mercado interno melhorar”, disse.

Nesta quinta-feira (28), a bolsa de suínos da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) informou que o acordo entre produtores e frigoríficos foi de manter o mesmo preço da semana anterior para o suíno vivo, R$ 6,00.

Para o consultor de mercado da Asemg, Alvimar Jalles, com a estabilidade no valor, o mercado demonstra melhoria dos negócios com a manutenção dos preços mesmo sendo a última semana do mês de janeiro.

“Preço de acordo entre produtores e frigoríficos é de consenso entre as partes e isso sempre favorece a comercialização. Aguardamos melhorias no mercado interno com o início do próximo mês e também a estabilidade controla as possíveis ofertas dos produtores por simples expectativas, são as melhorias se desenhando no horizonte,” concluiu Jalles.

No Rio Grande do Sul, que negocia os animais às sextas-feiras, também houve queda na última, dia 29. O preço do quilo do suíno vivo passou de R$ 7,29/kg para R$ 7,18/kg vivo

Considerando a média semanal (entre os dias 21/01/2021 a 27/01/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 7,66%, fechando a semana em R$ 6,34. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do quilo do animal vivo no Paraná apresentou queda de 13,43% em relação à semana do dia 30/12/2020.

“Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,19”, informou o  Lapesui/UFPR.

Fonte: Notícias Agrícolas e Redação SuínoBrasil.




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