Ícone do site Suíno Brasil – O meio de comunicação mais lido da suinocultura

Novos registros de PSA na Europa ameaçam países exportadores de carne suína

Escrito por: Cândida Azevedo - Zootecnista, MsC Zootecnia, Doutora em Ciência Animal e Pastagens e Editora Grupo de Comunicação AgriNews

Os casos recentes de  PSA na Europa Ocidental, aumentou o risco de mais restrições à exportação para o principal exportador de carne suína do mundo.

A Letônia registrou 19 casos de peste suína africana (PSA) em javalis em todo o país na semana passada, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) nesta terça-feira (11).

De acordo com o relatório, seis javalis foram encontrados mortos e os outros foram eutanasiados, informou a OIE em um relatório, citando autoridades letãs.

Novos registros de PSA na Europa ameaça países exportadores de carne suína

Além da Letônia, a Hungria relatou surtos de peste suína africana (PSA) em nove javalis em todo o país, também na  semana passada, segundo relatório da OIE, nesta terça-feira (11)

Quatro javalis foram encontrados mortos e os outros foram eutanasiados, informou a OIE em um relatório.

PSA na Europa

A PSA se espalhou ainda mais na Europa Ocidental, aumentando o risco de mais restrições à exportação para o principal exportador de carne suína do mundo.

A Alemanha, grande exportadora, vem lutando contra a PSA há mais de um ano, levando compradores importantes como a China a proibir as importações do país germânico.

 

Mas em uma escalada potencialmente significativa, um caso foi detectado em um javali no noroeste da Itália no final da semana passada. Isso aproximou o vírus da Espanha e da França, dois dos outros fornecedores importantes da União Europeia.

 

A UE já está enfrentando um excesso de carne suína que elevou os preços perto de mínimos de vários anos. Embora a Itália seja um pequeno exportador, quaisquer restrições comerciais podem exacerbar o excesso de oferta da Europa e reduzir os lucros dos agricultores em um momento em que eles também estão lidando com o aumento dos custos dos grãos para ração.

“A PSA não é apenas um problema alemão, polonês ou italiano, é um problema europeu”, afirmou Miguel Angel Higuera Pascual, diretor da associação espanhola de suinocultores Anprogapor. “A doença está se movendo. É um pesadelo pensar em como podemos controlar o movimento de animais selvagens.”

Uma preocupação maior será se as infecções atingirem outras nações próximas. A França evitou o vírus quando a vizinha Bélgica relatou um surto há alguns anos – usando medidas como cercas – e no mês passado fechou um acordo com a China para manter as exportações de algumas áreas se sucumbir a algum caso. Mas outros países não garantiram tais acordos. A grande população de javalis da Itália também pode dificultar a contenção do vírus, disse Max Green, analista da IHS Markit.

A associação de agricultores italianos Coldiretti disse que alertou repetidamente sobre a ameaça da multiplicação de javalis, que agora totalizam 2,3 milhões no país. A doença é altamente contagiosa e muitas vezes letal para porcos, e é endêmica na ilha da Sardenha desde a década de 1970 , segundo a Agence France-Presse.

A cepa encontrada na Itália corresponde a uma que circula na Europa desde 2007, segundo relatório da OIE. A Europa Oriental foi a mais atingida pela PSA, com casos no oeste permanecendo mais incomuns. A Macedônia do Norte confirmou na semana passada seu primeiro caso da doença.

Para os países que ainda não têm PSA, os casos mais recentes são “mais um tiro de alerta”, disse Justin Sherrard, estrategista global de proteína animal do Rabobank International.

 

Fonte: Reuters e Notícias Agrícolas.

Sair da versão mobile