AUTOR(ES)

Especialista em suinocultura

Augusto Hauber Gameiro

Camila Raineri

Especialista em suinocultura

César Augusto Pospissil Garbossa

Professor na área de Nutrição e Produção de Suínos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo

Guilherme Fonseca Boldrin Jonas

Heng Li Kao Junior

Especialista em suinocultura

Laya Kannan Silva Alves

 

Na edição de abril do Índice de Custo de Produção do Suíno Paulista (ICPS) observou-se uma redução nos custos de produção do cevado no estado de São Paulo, em comparação ao mês anterior, março. Para as granjas de ciclo completo representativas ICPS500 e ICPS2000 esta diminuição no custo foi de 8,35% e 9,01%, respectivamente conforme demonstrado na Tabela 1.

 

Para a ICPS500 os custos variáveis (CV), fixos operacionais (CFOP) e custos de oportunidade (CO) sobre o capital e a terra representaram, respectivamente, R$ 6,49, R$ 1,03 e R$ 0,60 por quilograma de cevado produzido. Ao passo que, para a ICPS2000, a participação dos custos CV, CFOP e CO na composição do custo total foi de R$ 6,26, R$ 0,68 e R$ 0,54, nesta mesma ordem, por quilograma.

A participação destes custos no custo total pode ser observada na Tabela 2. O custo de oportunidade do capital e da terra é um custo da suinocultura, no entanto, se os fatores de produção forem próprios, este valor se torna uma receita para o produtor, uma vez que é composto pelas remunerações do capital próprio investido na atividade.

O custo com alimentação do plantel foi o que mais impactou no custo total do suíno paulista, representando 67,8% para a ICPS500 e 73,0% para a ICPS2000. A participação dos principais itens de custo sobre o custo total pode ser observada na Tabela 3.

De modo geral, a suinocultura é dependente do preço das commodities – milho e farelo de soja (principais matérias primas utilizadas na alimentação dos animais) – o que faz com que os produtores fiquem vulneráveis, uma vez que este preço não pode ser controlado internamente.

Em abril houve aumento de 5,2% no preço do milho. No entanto, o farelo e o óleo de soja apresentaram redução de preços na ordem de 1,9% e 9,3%, respectivamente. Portanto, apesar do milho continuar em alta no mercado interno, o farelo e o óleo de soja tendem a equilibrar os preços finais das rações.

Em relação aos animais de reposição, identificou-se a desvalorização de fêmeas e machos reprodutores em comparação ao mês anterior, sendo 35% de queda no preço das marrãs e 10% no preço do cachaço.

No quarto mês do ano o indicador fechou em queda de 5,14 pontos percentuais para o ICPS500 e de 5,80 pontos percentuais para o ICPS2000.

O atual cenário da relação de troca de insumos para os suinocultores e volatilidade dos preços de venda demonstra que este será mais um ano desafiador ao setor, o que exigirá do produtor controle absoluto sobre sua produção e uso estratégico dos fatores de produção.

Ressalta-se a importância da gestão e controle dos custos de produção para a maximização dos resultados e embasamento à tomada de decisão estratégica. Para calcular os custos do seu sistema basta solicitar nosso modelo gratuitamente. Ainda, é possível acompanhar a evolução dos custos do suíno paulista mensalmente, basta se inscrever para receber o informativo enviando um e-mail para icps@usp.br. Acesse as edições anteriores clicando aqui.

Fonte: Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE/FMZ/USP), do Laboratório de Pesquisa em Suínos (LPS/FMVZ/USP)




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