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Fibra dietética na nutrição de porcas gestantes e lactantes, o que devemos saber?

Escrito por: Cátia L. A. Fernandes - Mestre em Nutrição e Produção de Suínos , Jeferson Clementino - Graduando em Zootecnia. , Marlon G. Barros Filho - Doutorando em Nutrição e Produção de Suínos

A suinocultura moderna busca maximizar o desempenho das matrizes suínas, visando o aumento da produção de carne em qualidade e quantidade. E para o sucesso do sistema de produção é necessário atentar-se às principais fases do sistema de produção: a gestação e a lactação.

Essas duas fases são de grande importância, uma vez que o desempenho na fase de gestação e lactação das matrizes suínas reflete no desempenho das fases subsequentes.

Portanto, os cuidados nutricionais das matrizes suínas não devem se limitar apenas na gestação, mas sim ao longo da vida produtiva, respeitando a exigência nutricional de cada fase (SOLÀ-ORIOL e GASA, 2017).

O progresso da nutrição das matrizes suínas deve-se principalmente pela necessidade de adequar os programas nutricionais ao potencial genético, e ao nível de produção das fêmeas disponíveis atualmente no mercado (GAILLARD et al., 2019).

Essas fêmeas são mais precoces, mais produtivas e mais exigentes nutricionalmente

Além disso, possuem menor reserva corporal de gordura, o que por consequência apresentam maior perda da condição corporal, resultando na redução da produtividade e em falhas reprodutivas (KIM et al., 2015b).

O uso de fibras como estratégia nutricional tem sido constantemente estudado, com o intuito de otimizar os índices zootécnicos e econômicos na produção animal.

A fibra pode ser denominada como um conjunto de carboidratos estruturais que compõem a parede celular das plantas. Destacam-se os polissacarídeos não amiláceos (PNAs), pectinas, celulose, hemiceluloses, β-glucanos, frutanos e os compostos fenólicos como a lignina, por exemplo.

É considerada como a parte do alimento não digerido por enzimas produzidas pelo trato digestório de animais não-ruminantes, porém hidrolisada no intestino grosso por meio da fermentação microbiana (SAKOMURA, 2014).

Os não-ruminantes em geral, são limitados a digestão das fibras devido à ausência de celulases no trato digestório (MOLIST et al., 2009).


 

 

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