31 mar 2021

Exportação de carne suína seguirá em nível elevado devido a PSA na Ásia, diz UE

As exportações de carne suína da União Europeia (UE) neste ano deverão se manter próximas ao nível recorde registrado em 2020, já que países asiáticos continuam sentindo os impactos da epidemia da Peste Suína Africana (PSA), disse a Comissão Europeia nesta terça-feira.

De acordo com a UE houve avanços nos embarques nos últimos dois anos.

A UE afirmou que viu seus embarques avançarem de forma acentuada nos últimos dois anos, depois da PSA dizimar metade do rebanho de suínos da China.

O bloco também conseguiu limitar o impacto de um surto de PSA na Alemanha, com países como a Espanha exportando mais.

Em outubro do ano passado, a Comissão havia projetado que as exportações de carne suína recuariam 10% em 2021, à medida que a China reconstrói sua produção doméstica, em contrapartida as últimas perspectivas agrícolas de curto prazo do executivo europeu indicaram que os embarques devem diminuir apenas 2% em comparação ao ano de 2020.

“O setor de carne suína da China começou a se recuperar, mas novos casos de PSA ainda estão aparecendo, o que pode retardar o progresso”, informou a Comissão em um relatório.

“Em outras regiões da Ásia, a recuperação da PSA vai levar ainda mais tempo”, afirmou.

A Comissão acrescentou ainda que a produção de carne suína da UE deve crescer marginalmente este ano.

Impacto na cadeia suinícola nacional

A recorrência de PSA na China influencia o mercado brasileiro de carne suína. Segundo o analista de proteína animal da Rabobank, Wagner Yanaguizawa

As exportações continuam sendo a melhor oportunidade para vendas, não só pelas recentes desvalorizações do real frente ao dólar. Os novos surtos na China e a chegada do feriado do Ano Novo Lunar também corroboraram para elevar os volumes de carne exportada para o país asiático. Considerando os dois primeiros meses deste ano, houve um aumento de 5,7% nos embarques totais de carne suína, sendo que a China registrou elevação de 20% nas importações com relação ao mesmo período de 2020. Vale lembrar que no início do ano passado a China estava no pico da primeira onda do Covid-19.

As Américas do Sul e do Norte são as únicas regiões do mundo ainda sem incidência da PSA, cenário que tem se consolidado com a chegada da pandemia e com a redução da circulação de pessoas no mundo. Na nossa visão, este cenário deve se manter para este ano, e as principais oportunidades ainda se limitarão aos mercados da China (que representa 52% do total exportado este ano) e aos países do sudeste asiático que também estão sendo impactados pela PSA. Nosso vizinho, Chile, também registrou bons volumes de compra, com um aumento de 58% nos embarques com relação ao mesmo período de 2020, se tornando nosso 3° maior mercado.

 Também mantemos a visão de que a recuperação total não será possível antes e, mais provavelmente, só ocorrerá depois de 2023, conclui Wagner. 

Fonte: Money Times e Redação SuínoBrasil.

 




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