AUTOR(ES)

Especialista em suinocultura

Cinara da Cunha Siqueira Carvalho

DSc. Engenharia Agrícola - Coordenadora do programa de Pós-graduação em Zootecnia - Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Especialista em suinocultura

Marilu Santos Sousa

Zootecnista. Dra. Engenharia Agrícola - Universidade Federal do Norte do Tocantins

Como o estresse por calor afeta a produtividade de matrizes suínas?

Introdução

Nas últimas décadas, a suinocultura no Brasil tornou-se uma atividade de intenso desenvolvimento, por fornecer ao mercado consumidor fontes proteicas saudáveis e com custo mais acessível para a população.

Como o estresse por calor afeta a produtividade de matrizes suínas?

 

As exportações crescentes para a China, Chile, Japão, além do aumento no consumo interno brasileiro, fizeram a produção brasileira de carne suína saltar de 3.237 milhões de toneladas para 4.436 milhões de toneladas em 2020 (ABPA, 2020). Para 2021, devido ao aumento significativo no preço da carne bovina e a crise econômica registrada no país, espera-se números ainda mais significativos para a cadeia produtiva de carne suína em virtude do aumento no consumo interno per capita.

Entretanto, produzir carne suína com qualidade e quantidade ainda é considerado um desafio devido as exigências do controle ambiental, algo especialmente necessário quando adotamos o sistema intensivo de criação.

 

O Brasil por ter boa parte da sua extensão territorial localizada na faixa tropical, exige importantes investimentos em ambiência nas granjas suinícolas.

Isso porque as altas temperaturas registradas em regiões específicas do Brasil ou estações do ano, podem influenciar de forma negativa no sistema produtivo, e os suínos por possuírem dificuldade em dissipar calor e realizar a termorregulação, acabam por alterar o comportamento ingestivo, acarretando em:

Menor ganho de peso;

Queda na produção de leite para a leitegada;

Leitões com menor peso ao nascer.

Sem um ambiente adequado, o animal é incapaz de demonstrar seu máximo potencial genético, de manter a salubridade e de nutrir-se de forma adequada, tanto em função do consumo de ração, como também em função do aproveitamento de nutrientes, devido ao desvio de energia para a manutenção da temperatura corporal.

Assim, temperaturas do ar (faixa de conforto térmico) acima das recomendadas para cada fase da criação, prejudicam o bem-estar, afetando a produção e reprodução, e caso não sejam adotadas medidas para evitar o estresse por calor, os animais podem vir a óbito.


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