22 jan 2021

China registra primeiro foco de PSA em três meses



AUTOR(ES)

Especialista em suinocultura

Cândida Azevedo

Zootecnista, MsC Zootecnia, Doutoranda em Ciência Animal e Pastagens e Editora Grupo de Comunicação AgriNews

O maior consumidor de carne suína, a China, registrou nesta quinta-feira (21) o primeiro caso de peste suína africana (PSA). O caso foi registrado na província de Guangdong, ao sul do país, este é o primeiro caso da doença relatado desde o fim de outubro do ano passado.

O novo surto foi reportado em uma propriedade com um rebanho de mais de 1.000 animais, dos quais 214 apresentaram sintomas e morreram. As autoridades chinesas comunicaram que, “suspeita-se que a epidemia de PSA seja importada devido ao transporte ilegal (doméstico) de animais”.

PSA na China 

A suinocultura chinesa sofreu gravemente com o surto anterior de PSA, que atingiu os rebanhos do país entre 2018 e 2019, reduzindo a população de suínos em cerca de um terço.

Em 2019, o rebanho de suínos do país caiu para 310 milhões de cabeças, abaixo dos 428 milhões de cabeças em 2018, reduzindo a demanda do país por farelo de soja e soja conforme a demanda diminuiu com a redução no rebanho. Por outro lado, o movimento levou à maior procura por carnes, o que beneficiou a suinocultura brasileira.

A China tem o maior rebanho suíno do mundo, totalizando entre 400 a 500 milhões de cabeças e produz de 50 a 55 milhões de toneladas de carne suína a cada ano, a maior parte consumida no mercado interno.

Espera-se que o rebanho de suínos da China se recupere totalmente até o fim do primeiro semestre de 2021, embora qualquer recorrência significativa da PSA provavelmente retardará essa recuperação e diminuirá as expectativas.

A rápida recuperação da indústria suína da China tem sido o principal impulsionador da demanda global de insumos para a alimentação animal, desencadeando um aumento na demanda por soja e milho do setor no uso de ração, apesar do impacto da pandemia Covid-19.

Autossuficiência chinesa em produção de carne suína

Vale lembrar que em setembro de 2020, a China estabeleceu uma meta de longo prazo para se tornar quase autossuficiente na proteína apoiada em grandes propriedades produtoras de suínos, enquanto o país busca reduzir a dependência da importação de alimentos.

A China tem como meta 95% de autossuficiência em carne suína, de acordo com documento do Conselho de Estado sobre o desenvolvimento do setor pecuário. O país também planeja expandir as importações de produtos de carne seguros de mais países para complementar a produção.

 

Fonte: Redação SuínoBrasil e Canal Rural.




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