25 nov 2020

ABCS pede apoio ao MAPA para retomada das atividades do Plano Estratégico Brasil livre de Peste Suína Clássica (PSC)



AUTOR(ES)

Especialista em suinocultura

Cândida Azevedo

Zootecnista, MsC Zootecnia, Doutoranda em Ciência Animal e Pastagens e Editora Grupo de Comunicação AgriNews

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) protocolou ofício no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), esta semana, solicitando a retomada e execução do Plano Estratégico Brasil livre de Peste Suína Clássica (PSC).

 

Para a entidade nacional atuar no combate e erradicação da doença de PSC na Zona Não Livre (ZnL) é uma prioridade. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes explica que 2020 foi um ano atípico por conta da Pandemia do novo Coronavírus e por isso todos tiveram que se adequar, iniciativa privada e pública.

 

O que a ABCS está propondo com o ofício é a retomada do grupo de trabalho sobre PSC para na sequência iniciarmos o cumprimento do Plano elaborado pelo MAPA. Lopes reforça que a doença continua na ZnL e atuar na região é fundamental. Vamos focar em construir o status sanitário de país livre da doença e para isso será necessária uma atuação em conjunto – MAPA e entidades do setor.

De acordo com o MAPA o plano será executado por partes, pois a ampla área geográfica da ZnL, que abarca diferentes realidades socioeconômicas, dificulta a execução do mesmo de forma contínua. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes reforça que a proposta inicial é realizar uma intervenção de forma regionalizada, a começar pelo estado de Alagoas. “A ideia é que no projeto piloto, que será em AL, seja realizado a vacinação dos animais, juntamente com a intensificação da vigilância, a capacitação para detecção precoce, o atendimento aos focos e a adequação do controle e fiscalização”.

No documento encaminhado à Pasta, a ABCS explica que a suinocultura brasileira tecnificada representa em torno de 1,93 milhão de matrizes e quase 20 mil suinocultores. A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke reitera que o enfrentamento da doença deve ser uma prioridade unificada para toda suinocultura brasileira, visto que se a PSC for notificada na zona livre (ZL), o Brasil pode perder o status sanitário (OIE) na zona livre da doença.

“Atualmente a zona livre do país está dividida em 2 áreas (bloco 1 – SC e RS, bloco 2 – AC, BA, ES, GO, MT, MS, MG, PR, RJ, RO, SP, SE, TO, e DF), processo que priorizou as regiões de maior relevância para produção e exportação de suínos e seus produtos, e o combate da doença é uma causa de toda a cadeia, pois a entrada de PSC em algum estado que esteja localizado na ZL poderá impactar diretamente nas exportações e consequentemente no mercado interno”.

PSC é tema de debate na Câmara Setorial de Aves e Suínos do MAPA

No final do mês de outubro, como membro da Câmara, a ABCS solicitou ao MAPA uma breve apresentação sobre o Plano Estratégico Brasil livre de Peste Suína Clássica (PSC). O médico veterinário e auditor fiscal agropecuário do Departamento de Saúde Animal do MAPA, Guilherme Takeda, contextualizou aos participantes da Câmara as atividades da Pasta para controlar e buscar erradicar a doença e enfatizou que o Plano Estratégico Brasil Livre de PSC, busca a institucionalização e o fortalecimento do serviço veterinário oficial com estratégias regionalizadas. Após essa apresentação, a diretora técnica da ABCS propôs aos participantes da Câmara a retomada do tema com foco nas diretrizes para 2021.

“A ABCS prioriza esse tema e por isso, ainda em 2020, queremos retomar o plano e as principais ações para 2021, para isso contamos com o MAPA e com as demais instituições que representam a iniciativa privada”, reforça Ludtke.

Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, ABCS.




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